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Sílvia W. D.

    Materialização é o fenômeno pelo qual os espíritos se corporificam, tornando-se visíveis a quantos estiverem no local da sessão. Todos os fenômenos de materialização são previamente combinados, completamente supervisionados por entidades elevadas, pois trata-se de trabalho de sublime importância, o qual exige todo o cuidado tanto por parte dos encarnados e dos desencarnados. É um trabalho divino, infelizmente pouco praticado pois faz-se necessário por parte dos médiuns e dos seus colaboradores encarnados uma conduta moral totalmente elevada, fatores como moral inidônea, cigarro, álcool, pensamentos não elevados, vaidade, curiosidade, etc.. prejudicariam completamente o trabalho.
Como se processa: Em dia previamente combinado, comparecem a sessão encarnados e desencarnados. Os desencarnados tratam de fazer uma proteção em média 20 metros ao redor do local, afastando desta forma toda e qualquer entidade inferior, mas comumente chamado de cordão de trabalhadores do plano astral.     Trabalhos como este exigem por parte dos desencarnados uma mobilização imensa. Todo este processo é feito para manter a pureza do material e o cuidado com a saúde do médium. Qualquer fator extra poderia ser fatal tanto para o médium, quanto ao espírito a ser corporificado. A harmonia é fator imprescindível ao sucesso.
Preparação do ambiente: Os desencarnados preparam o ambiente, ionizando a atmosfera combinando recursos para efeitos elétricos e magnéticos. Condensam o oxigênio em todo o local, trazendo desta forma alto teor de ozônio, indispensável para que todas as larvas e expressões microscópicas de atividades inferiores sejam exterminadas. Utilizam também recursos da natureza, elementos das plantas e das águas, invisíveis aos olhos dos desencarnados. Todo este cuidado é indispensável para que o ECTOPLASMA, ou força nervosa extraída do médium não sofra nenhum tipo de prejuízo.
Preparação do médium: Logo após o preparo do ambiente, o médium é preparado por um assistente espiritual de elevada situação espiritual. Colocam as mãos sobre a fonte do médium que pode permanecer em transe total ou em vigília. O médium começa a passar pelo seguintes processos: suas energias reunidas formam vigoroso fluxo magnético e projetadas sobre o seu fígado e estômago acusando desta forma novo ritmo de vibrações. As forças são concentradas sobre o seu plexo solar, espalhando-se sobre todo o seu sistema vegetativo, fazendo desta forma acelerar o processo químico da digestão. As glândulas do estômago começam a segregar pepsina e ácido clorídrico, transformando completamente o bolo alimentar. O pâncreas trabalha ativamente, lançando grandes porções de tripsina no intestino, lugar este onde figuram grande hospedaria de bacilos. O fígado sofre especial influencia sobre as suas funções definidas na produção da bile , exercendo também importante papel nos fenômenos da vida, nos glóbulos do sangue. As células hepáticas rapidamente armazenam recursos de nutrição ao longo das veias interlobulares, parecidos com pequeninos canais de luz. Em pouco tempo o estômago deve ficar completamente limpo. Logo após a conclusão deste processo de forças projetadas e limpeza energética, todos os resíduos escuros são arrancados dos centros vitais do médium.
Segunda parte do processo: Depois de toda limpeza o cérebro do médium começa a brilhar, as glândulas mais importantes se resplandecem como núcleos vigorosos, submetidos a este trabalho divino, restaurando desta forma completamente o equilíbrio. Logo após os desencarnados aplicam passes magnéticos, para que seu equilíbrio fisiológico seja mantido e conduzem o médium ao desdobramento necessário. Os encarnados orientados pelo plano espiritual fazem orações, na mais perfeita harmonia. Este trabalho deve ser efetuado a meia luz, de preferência luz azul ou vermelha. Quando o processo de exteriorização realmente começa a situação em si é tão admirativa, que são poucos os médiuns que conseguem manter-se calmos, visto ser um fato surpreendente. Este é um dos motivos que os desencarnados pedem a oração, como uma forma de manter as mentes dos encarnados ocupadas, para que não ocorra conflito de vibrações.
Ectoplasma: A força nervosa que o médium possui é um matéria plástica, profundamente sensível as nossas criações mentais. São eflúvios leitosos. Alguns comparam como espécie de óleo, consistência viscosa, graxa, material brilhante como a pérola, transparente como o cristal, aparência espermática, pesado, úmido e frio. Possui vida própria, tem capacidade de sair e entrar pelo corpo do médium, evolui, passeia, plasma: mãos, flores, rostos, etc... Existe uma comunhão de energias passivas do médium em energias ativas do espírito desencarnado.     Normalmente forma-se primeiro o aparelho fonador, onde permite o intercâmbio entre os dois planos, através da fala. Logo após o espírito se corporifica.
Ligação médium e espírito corporificado: O médium que doa seus fluidos é o centro de todos os trabalhos, a ligação do médium com o espírito corporificado é total, podendo qualquer toque ser sentido por ambos, assim como qualquer gesto. O espírito corporificado é como se fosse filho provisório do médium. O espírito corporificado fala, mas ele ocupa as energias passivas do médium e as energias ativas dos assistentes desencarnados. Nenhum gesto brusco deve ser efetuado a nenhum dos dois(médium e espírito corporificado), pois isto poderia acarretar problemas sérios, principalmente ao médium. E um momento único, de beleza rara na vida daqueles que tem a oportunidade de assistir a corporificação de um espirito. É um trabalho sublime, de profunda elevação. É lastimável não poder ser mais comumente praticado em virtude de nossas imperfeições, pois na maioria das vezes esquecemos do único propósito com que deveríamos nos valer, ou seja, servir a causa da verdade, do bem em nome de nosso pai.
Nota: Martins Peralva em: estudando a mediunidade divide a materialização em:
    Comuns: através do perispírito do médium colocado em transe.
    Elevadas: o espírito organiza o seu corpo exclusivamente com elementos essenciais a materialização, sem o concurso do perispírito do médium. Exige ectoplasma e classifica o mesmo como invisível.

Bibliografias utilizadas:
Missionários da Luz: pelo espírito de Andre Luiz - Francisco Cândido Xavier
Mediunidade: Edgar Armond
Técnica da Mediunidade: C. Torres Pastorino
Estudando a mediunidade: Martins Peralva

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