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Rosane A.

A Chamada de Maomé
Maomé nasceu em Meca (árabe, Makkah), Arábia Saudita, por volta de 570 EC(Era Comum). Seu pai, Abdala, morreu quando ele tinha cerca de seis anos. Naquele tempo, os árabes praticavam uma forma de adoração de Alá centralizada no vale de Meca, no local sagrado da Caaba, um edifício simples em forma de cubo, onde se reverenciava um meteorito negro. Segundo a tradição islâmica, "a Caaba foi originalmente construída por Adão segundo um protótipo celestial e depois do Dilúvio reconstruída por Abraão e Ismael. Tornou-se santuário de 360 ídolos, um para cada dia do ano lunar. À medida que crescia, Maomé passou a questionar as práticas religiosas de seus dias. John Noss, em seu livro Man's Relligion (As Religiões do Homem), declara: "[Maomé] incomodava-se com as incessantes rixas por causa de confessos interesses de religião e honra entre os chefes coraicitas [Maomé era dessa tribo]. Mais forte ainda era o seu descontentamento com os grotescos remanescentes na religião árabe, o politeísmo e o animismo idólatras, a imoralidade nas assembléias e quermesses religiosas, a bebedeira, a jogatina e as danças que estavam na moda, e sepultamento em vida de bebês do sexo feminino indesejados, praticado não apenas em Meca mas em toda a Arábia." - Surata 6:137.
A chamada de Maomé para ser profeta ocorreu quando ele beirava os 40 anos de idade. Ele costumava ir sozinho a uma caverna próxima, chamada Gar Hira, para meditar, e afirmou que foi numa dessas ocasiões que recebeu a chamada para ser profeta. Diz a tradição muçulmana que, estando lá, um anjo, mais tarde identificado como Gabriel, ordenou-lhe que recitasse em nome de Alá. Maomé não obedeceu, de modo que o anjo 'agarrou-o e comprimiu-o tanto que Maomé não pôde suportar'. Daí o anjo repetiu a ordem. Novamente, Maomé não reagiu, de modo que o anjo 'sufocou-o' novamente. Isto ocorreu três vezes, depois do que Maomé começou a recitar o que veio a ser encarado como primeira duma série de revelações que constituem o Qur'ãn. Segundo outra tradição, a inspiração divina foi revelada a Maomé em forma do soar duma campainha. - O Livro de Revelação, de Sahih Albukhari (em inglês).
Revelação do Qur'ãn
Qual foi, supostamente, a primeira revelação que Maomé recebeu? Os versados no islamismo em geral concordam que foram os primeiros cinco versículos da surata 96, intitulada Al'Alac, "O Coágulo [de Sangue]", que reza: -"Em nome de Deus [Alá], Clemente, Misterioso. Lê em nome de teu Senhor que (tudo) criou; Criou o homem de um coágulo. Lê que teu Senhor é generoso, Que ensinou o uso do calmo Ensinou ao homem o que este não sabia."
Segundo a fonte árabe o Livro de Revelação, Maomé respondeu: "Eu não sei ler." Assim, ele teve de memorizar as revelações, de modo que pudesse repeti-las e recita-las. Os árabes eram peritos no uso da memória, e Maomé não era exceção. -- Quanto tempo levou para ele receber a mensagem completa do Qur'ãn? Crê-se geralmente que as revelações ocorreram num período de 20 a 23 anos, aproximadamente por volta do 610 EC até a sua morte, em 632 EC. Fontes muçulmanas explicam que, assim que recebia cada revelação, Maomé a recitava para quem quer que estivesse por perto. Estes, por sua vez, memorizavam a revelação e, por recitação, mantinham-na viva. Visto que os árabes desconheciam a arte de fabricar papel, Maomé fez com que escribas anotassem as revelações em primitivos materiais então disponível, como omoplatas de camelo, folhas de palmeira, madeira e pergaminho. Mas, foi só depois da morte do profeta que o Qur'ãn assumiu a sua forma atual, sob a direção dos sucessores e companheiros de Maomé. Isto foi durante o domínio dos primeiros três califas, ou líderes muçulmanos. O tradutor Muhammad Pickthall escreve: "Todas as suratas do Qur'ãn haviam sido registradas por escrito antes da morte do Profeta, e muitos muçulmanos haviam decorado o inteiro Qur'ãn. Mas, as suratas escritas ficaram dispersas entre o povo; e quando numa batalha...um grande número dos que sabiam o inteiro Qur'ãn de cor foram mortos, foi feita uma coletânea do inteiro Qur'ãn e assenta por escrito.
A vida islâmica é governada por três autoridades - o Qur'ãn, a Hadith e a Xariah. Os muçulmanos crêem que o Qur'ãn em árabe seja a mais pura forma de devoção de revelação, pois, como dizem, foi a língua usada por Deus ao falar por meio de Gabriel. A surata 43:3 diz: "Que vos temos ditado um Alcorão arábico, a fim de que o compreendais." Assim, qualquer tradução é encarada como apenas uma diluição que envolve perda de pureza. De fato, alguns versados em islamismo recusaram-se a traduzir o Qur'ãn. Acham que "traduzir sempre é trair" e, por conseguinte, os "muçulmanos sempre reprovaram, e às vezes proibiram, qualquer tentativa de traduzi-lo para outra língua".
Maomé fundou a sua nova fé enfrentando grandes dificuldades. O povo de Meca, até mesmo de sua própria tribo, rejeitou-o. Depois de 13 anos de perseguições e ódio, ele transferiu seu centro de atividades para o norte, em Iatrib, que então passou a ser conhecido como Al-Madinah (Medina), a cidade do profeta. Essa emigração, ou Hégia, em 622 EC, foi um marco importante na história islâmica, e essa data foi mais tarde adotada como ponto de partida do calendário islâmico.* (Assim, o ano muçulmano é dado como AH (latim, Anno Hegirae, ano da fuga) em vez de AD (Anno Domini, ano do Senhor) ou EC (Era Comum). Por fim, Maomé obteve o domínio quando Meca capitulou diante dele, em janeiro de 630 EC (8AH), e ele passou a governa-la. Com as rédeas do controle secular e religioso nas mãos, ele conseguiu varrer as imagens idólatras da Caaba e estabelece-la como ponto principal de peregrinação a Meca, que persiste até hoje. Poucas década depois da morte de Maomé, em 632 EC, o islamismo já se havia difundido até o Afeganistão, e até mesmo à Tunísia, na África do Norte. Perto do início do oitavo século, a fé do Qur'ãn penetrara na Espanha e chegara à fronteira francesa. Como disse o professor Ninian Smart em seu livro Background to the Long Search (Origem da Longa Busca): "Encarada dum ponto de vista humano, a consecução de um profeta árabe que viveu no sexto e no sétimo séculos depois de Cristo é assombrosa. Humanamente, foi dele que fluiu uma nova civilização. Mas, naturalmente, para os muçulmanos a obra era divina, e a consecução, de Alá."
A Morte de Maomé Causa Divisão
A morte do profeta provocou uma crise. Ele morreu sem deixar descendentes masculinos e sem sucessor claramente designado. Como diz Philip Hitti: "O Califado [cargo de califa] é, pois, o mais antigo problema que o islamismo teve de enfrentar. Ainda é uma questão acesa...Como disse o historiador muçulmano al-Shahrastani [1086-1153]: 'Nunca houve uma questão islâmica que causasse mais derramamento de sangue do que o califado (immah).'"
Como se resolveu o problema lá em 632 EC? "Abu-Bekr...foi nomeado (8 de junho de 632) sucessor de Maomé por meio de um tipo de eleição em que participaram os líderes presentes na capital, al-Madinah." - História dos Árabes. O sucessor do profeta seria um governante, um khalifah, ou califa. Contudo, a questão concernente a quem eram os verdadeiros sucessores de Maomé virou motivo de divisões nas fileiras do islamismo.
Os muçulmanos descendência sangüínea do profeta. Assim, eles crêem que os três primeiros califas, Abu-Bekr (sogro de Maomé), Omar (conselheiro do profeta) e Otmã (genro do profeta), eram os sucessores legítimos de Maomé. Essa afirmação é contestada pelos muçulmanos xiitas, que dizem que a verdadeira liderança vem da linhagem sangüínea do profeta e através de seu primo e genro Ali ibn Abi Talib, o primeiro imame (líder e sucessor), que se casou com a filha predileta de Maomé, Fátima. Seu casamento produziu os netos de Maomé, Hasã e Husian. Os xiitas afirmam também "que desde o início Alá e Seu profeta haviam claramente nomeado Ali como único legítimo sucessor, mas que os três primeiros califas usurparam seu cargo de direito". (História dos Árabes).
Naturalmente, o conceito dos muçulmanos sunitas é outro. O que aconteceu com Ali? Durante seu domínio como quarto califa (656-661 EC), surgiu uma rixa a respeito de liderança entre ele e o governador da Síria, Moávia. Envolveram-se em batalha, mas , daí, para evitar mais derramamento de sangue muçulmano, eles submeteram a sua disputa ao arbítrio. Ter Ali Aceitado o arbítro????????? enfraqueceu a sua causa e alienou muitos de seus seguidores, incluindo os Cardjitas (Dissidentes), que se tornaram seus inimigos mortais. No ano 661 EC, Ali foi assassinado por um cardjita fanático, com um sabre envenenado. Os dois grupos (sunitas e xiitas) estavam em forte desacordo. Daí, o ramo sunita do islamismo escolheu um líder dentre os omíadas, ricos chefes de Meca, que não eram da família do profeta. Para os xiitas, o primogênito de Ali, Hasã, neto do profeta, era o verdadeiro sucessor. Contudo, ele renunciou e foi assassinado. Seu irmão Husain tornou-se o novo imame, mas também foi morto, por tropas omíadas, em 10 de outubro de 680 EC. A sua morte, ou martírio, como os xiitas a encaram, teve um significativo efeito sobre o Shiat Ali, o partido de Ali, efeito que perdura até os dias de hoje. Eles crêem que Ali, era o verdadeiro sucessor de Maomé e o primeiro "imame [líder] divinamente protegido contra o erro e o pecado". Ali e seus sucessores foram considerados pelos xiitas como instrutores infalíveis, tendo "o dom divino da impecabilidade". O maior segmento dos xiitas crê que houve apenas 12 verdadeiros imames, e que o último destes, Maomé al-Muntazar, desapareceu ( em 878 EC) "na gruta da grande mesquita de Samarra, sem deixar descendência". Assim, "ele se tornou o imame 'oculto (mustair)' ou 'esperado (muntazar)'... no devido tempo ele aparecerá como o Madi (o divinamente guiado) para restaurar o verdadeiro islamismo, conquistar o mundo inteiro e introduzir um breve milênio antes do fim de todas as coisas". - História dos Árabes.
Anualmente, os xiitas comemoram o martírio do Immame Husain. Fazem procissões em que alguns se cortam com facas e espadas e de outras formas se autoflagelam. Em tempos mais recentes, os muçulmanos xiitas têm estado freqüentemente nas notícias devido ao seu zelo pelas causa islâmicas. Contudo, eles representam apenas uns 20 por cento dos muçulmanos do mundo, a maioria dos quais são muçulmanos sunitas.
O ISLAMISMO
A palavra Islã, que significa literalmente "submissão" e ilustra a principal idéia da religião muçulmana: o fiel aceita submeter-se à vontade de Deus (Alá), criador do mundo, onipotente e onisciente. O Islã foi fundando por Maomé no século VII da era cristã e encerra elementos do judaísmo e do cristianismo. Os muçulmanos consideram Maomé o último dos profetas - Adão, Abraão, Moisés e Jesus, entre outros - e afirmam que somente a mensagem transmitida a ele por Deus se conserva intacta, enquanto os demais livros sacros sofreram deterioração e mutilações ao longo do tempo. O islamismo é estritamente monoteísta. Como Medina e Meca, Jerusalém é uma das cidades santas do Islã.
O islamismo não pode ser considerado apenas uma doutrina religiosa, pois legisla, ao mesmo tempo, sobre a vida interior, política e jurídica da comunidade - da mesma forma que o judaísmo e o hinduísmo. A mensagem era clara e simples. Por meio de parábolas descritivas ameaçava os infiéis com o dia do juízo e o fogo do inferno, enquanto prometia aos crentes um paraíso com alegrias terrenas.
Levado por conquistadores e mercadores árabes, o Islã difundiu-se rapidamente por uma imensa área geográfica, que em certa época chegou a se estender da Índia até a Península Ibérica. Atualmente é uma das religiões mais difundidas no mundo.
O islamismo não tem sacerdócio nem sacramentos. O Corão é a sua única norma. O crente muçulmano responde por sua vida, perante Alah, sem intermediários. Os seguidores de Maomé estavam imbuídos do maior entusiasmo e conseguiram impor sua doutrina em um campo de batalha político-religioso sem igual: o da Guerra Santa do Islã.
FUNDAMENTOS DO ISLÃ: A base da doutrina criada por Maomé e o Alcorão constituem o fundamento sobre o qual assenta toda a estrutura islâmica. O Alcorão, é a coletânea das versos recitados pelo profeta, graças - segundo a tradição muçulmana - a revelações feitas a ele por Deus, por intermédio do anjo Gabriel. As 114 suratas(capítulos) do Alcorão expõem os fundamentos do monoteísmo islâmico e os princípios morais que regem a comunidade.
PILARES DO ISLÃ: As características básicas da organização social e religiosa que definem o Islamismo para todos os fiéis ficaram conhecidas como os "cinco pilares" do Islã . São eles:
· Profissão de fé: "Não há outro Deus, senão Alá, e Maomé é seu profeta. Essencial para ingressar na comunidade islâmica, a profissão de fé deve ser pronunciada clara e conscientemente.
· Oração: O segundo pilar consiste em uma oração ritual que deve ser proferida cinco vezes ao dia, com o rosto voltado para Meca no seu tapete de oração, o muçulmano reza em qualquer lugar onde se encontre, quando chega a hora da prece.: ao amanhecer, ao meio-dia, entre as três e cinco da manhã, antes do pôr-do-sol e à noite. A oração realiza-se com complicados movimentos rituais, genuflexões e repetidas flexões com a fronte tocando o solo.
· Pagamento de dízimos: O zacar (purificação) constitui uma esmola, que deve ser paga anualmente, em moeda ou em mercadoria.(1/4 dos lucros)
· Jejum: Durante a ramadã (nono mês do calendário muçulmano), está prescrito um rigoroso jejum. Nesse período, desde o nascer até o pôr-do-sol, é vedado comer, beber, fumar, perfumar-se e ter relações conjugais. Durante a noite, tudo volta a ser lícito.
· Peregrinação a Meca: Ao menos uma vez na vida, todo o muçulmano que tiver recursos deve peregrinar a Meca no último mês do ano. O peregrino deve visitar a Mesquita Sagrada, rodear sete vezes essa construção cúbica, tocar e beijar a pedra negra de Abraão, beber a água no poço de Zemzem, correr sete vezes a distância entre os montes Safa e Marva, ir até o monte Arafat e a Mina, onde os fiéis atiraram pedras contra colunas baixas (lapidação do diabo) e sacrificar um animal em memória de Abraão.
A MESQUITA: É o local do serviço divino do islamismo, onde o povo recolhe-se à oração e ao estudo do Corão. A sala de oração ocupa uma ala de um jardim, aberto e circundado de pórticos. No centro do jardim encontra-se o poço da purificação, para as abluções antes da oração. Os minaretes, e por vezes um mausoléu, acham-se contíguos à mesquita. No muro que dá para Meca há um nicho, o mihrab, que indica a direção na qual se deve rezar. Essa direção também está indicada nos tapetes de oração.
ALCORÃO (A leitura): É o livro sagrado dos muçulmanos que acreditam que o mesmo tenha sido revelado por Alah a Maomé. Desde o século IX, elaboram-se numerosos manuscritos ricamente decorados. O Corão instrui, espiritual e materialmente o muçulmano. Interpreta a fé, explica a história e inclui um código penal e regras de conduta.
A TEOLOGIA E A FILOSOFIA ISLÂMICA: A teologia e a filosofia islâmica é um esforço de esclarecimento racional de defesa e fé. Os pensadores muçulmanos mantém uma posição intermediária entre os tradicionalistas, que se prendem às expressões literais das primeiras fontes da doutrina islâmica, e aqueles cuja razão os levou a abandonar completamente a comunidade islâmica.
FILOSOFIA: A filosofia islâmica buscou fundamentos nas verdades do Alcorão. Num primeiro período, estimulados pela descoberta das obras dos autores gregos, os filósofos deram prioridade ao estudo científico. A tendência a harmonizar razão e fé chegou ao auge com Avicena (século XI), que se inspirou em Aristóteles. Graças a ele e a outros pensadores árabes, recuperou-se grande parte do saber clássico no Ocidente. Obscurecida pela influência do sufismo (praticas místicas) a partir do século XII, a filosofia ressurgiu na Pérsia e na Turquia com a "nova sabedoria" , que integrava elementos das escolas anteriores e preparou o caminho para a superação da dicotomia entre tradicionalismo e modernismo.
LEI ISLÂMICA: A Charia (literalmente o "caminho do bebedouro", por extensão, "o caminho que conduz Deus), ou lei Islâmica, é expressão da vontade de Alá, a que fiéis se entregam com total submissão. Difere do lado ocidental em dois aspectos fundamentais: em primeiro lugar, o campo de aplicação da lei islâmica estende-se não só às relações entre os indivíduos e a sociedade, como também às obrigações religiosas; em segundo lugar, a lei islâmica considera a expressão completa e acabada da vontade divina, à qual os homens se devem render em qualquer circunstância. As leis ocidentais formam-se progressivamente segundo as exigências dos novos problemas surgidos na convivência social.
CRENÇAS: Além da devoção a um Deus único, os princípios Islã assentam na crença nos quatro anjos - Gabriel, Miguel, Azrael e Izrafel - que lutam contra demônios, sustentam o trono de Deus e intercedem junto dele pelos mordais, e nos djins, os gênios do mal, cujo chefe é Iblis, o diabo. Após a morte, a alma é interrogada por dois anjos sobre a sua fé; se as suas respostas são satisfatórias é levada para o al-Berzahk (a passagem), onde espera pela ressurreição final. Caso contrário é açoitada com varas de ferro como castigo. Só os mártires têm acesso direto ao paraíso, que é concebido em termos muito materiais, como um lugar de intenso prazer dos sentidos.
AS SEITAS: O Islamismo dividiu-se em várias seitas: os kharijitas, ortodoxos radicais; os matajalitas, também chamados livres-pensadores; e os murjitas, uma seita que pregava a peregrinação. Mas a divisão principal é dos xiitas e dos sunitas, sendo que as suas divergências prendem-se principalmente com questões cerimoniais, detalhes com a legislação e de datas de festas religiosas. Os xiitas predominam no Irã e no Iémen, enquanto que o resto do mundo é sunita. Outra seita importante é a dos sufistas, místicos que produziram várias ordens de devixes.
Islamismo - O caminho a Deus por meio da Submissão
"Em nome de Alá, Clemente, Misericordioso." Esta frase traduz o texto árabe acima, do Qur'ãn (Alcorão). E continua: "Louvado seja Deus, Senhor do Universo, Clemente, Misericordioso. Soberano do Dia do Juízo. Só a Ti adoramos e só a Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, À senda dos que agraciaste, não à dos abominados nem à dos extraviados." - Qur'ãn, surata 1:1-7. Qur'ãn é a grafia preferida por escritores muçulmanos.
Tais palavras formam a Alfátiha (A Abertura), o primeiro capítulo, ou surata, do livro sagrado dos muçulmanos, o Sagrado Qur'ãn, Corão ou Alcorão. Visto que mais de uma de cada seis pessoas no mundo é muçulmana, e considerando que os muçulmanos devotos repetem esses versículos pelo menos cinco vezes em suas orações diárias, estas devem estar entre as palavras mais recitadas na terra.
Os muçulmanos crêem que a sua fé é a culminação das revelações dadas aos fiéis hebreus e cristãos do passado. Contudo, seus ensinamentos divergem da Bíblia em alguns pontos, embora citem tanto das Escrituras Hebraicas como das Gregas no Qur'ãn. Os muçulmanos crêem que a Bíblia contém revelações de Deus, mas que algumas foram posteriormente falsificadas
A vida islâmica é governada por três autoridades: o Qur'ãn, a Hadith e a Xariah. O Hadith, ou Sunna, "os atos, as declarações e a aprovação tácita (taqrir) do Profeta...fixados durante o segundo século na forma de hadiths escritos. Um hadith é um registro de uma ação ou de dizeres do Profeta". Pode também ser aplicado às ações ou aos dizeres de qualquer dos companheiros de Maomé e sucessores destes. Num hadith apenas o sentido é encarado como inspirado. - História dos árabes.
A Xariah, ou lei canônica, baseada em princípios do Qur'ãn, regula toda a vida do muçulmano, em sentido religioso, político e social. "Todos os atos do homem são classificados em cinco categorias legais:
1ª - O que é considerado dever absoluto (fard) envolvendo recompensa por agir ou punição por deixar de agir.
2ª - Ações elogiáveis ou louváveis (mustahabb), envolvendo recompensa, mas não punição por omissão.
3ª - Ações permissíveis (jaiz, mubah), que são legalmente indiferentes.
4ª - Ações repreensíveis (makrub), que são desaprovadas, mas não puníveis.
5ª - Ações proibidas (haram), cuja prática exige punição." - História dos Árabes
Os muçulmanos creêm que o Qur'ãn em árabe seja a mais pura forma de revelação, pois, como dizem, foi a língua usada por Deus ao falar por meio de Gabriel. A surata 43:3 diz: "Que vos temos ditado um Alcorão arábico, afim de que o compreendais." Assim, qualquer tradução é encarada como apenas uma diluição que envolve perda de pureza. De fato, alguns versados em islamismo recusam-se a traduzir o Qur'ãn. Acham que "traduzir sempre é trair" e, por conseguinte, os "muçulmanos sempre reprovaram, e às vezes proibiram, qualquer tentativa de traduzi-lo para outra língua", diz o dr. J. A Williams, preletor de história islâmica.
Alma, ressurreição, paraíso e inferno de fogo
O islamismo ensina que o homem tem uma alma que sobrevive para uma vida futura. O Qur'ãn diz: "Deus (Alá) recolhe as almas no momento da morte e, os que não morrem, ainda, (recolhe) durante o sono. Ele retém aqueles cuja morte tem decretada." (Surata 39:42) Ao mesmo tempo, a surata 75 é inteiramente devotada à Alquiáma ou Ressurreição" ou "Levantamento dos Mortos". Ela diz em parte: "Pelo dia da ressurreição...por ventura, crê o homem que jamais reuniremos seus ossos?...Perguntam: Quando acontecerá o dia da ressurreição? Não será Alá capaz de ressuscitar os mortos? - Surata 75:1,3,6,40.
Segundo o Qur'ãn, a alma pode Ter diferentes destinos, que pode ser um jardim celestial paradisíaco ou a punição num inferno ardente. Como diz o Qur'ãn: "Perguntam: Quando chegará o Dia do Juízo Final? Será o dia em que forem torturados no fogo! Ser-lhe-á dito: Sofrei a vossa tortura! Eis aqui o que pretendestes urgir!" (Surata 51:12-14) "Sofrerão [os pecadores] um castigo na vida terrena; porém, o do outro mundo será mais severo ainda e não terão defensor algum ante Deus [Alá]. (Surata 13:34) Pergunta-se: "E que é que te fará entender isso? É o fogo ardente!" (Surata 101:10, 11) Esse pavoroso destino é o descrito em detalhes: "Quanto àqueles que negam Nossos versículos, introduzi-los-emos no fogo infernal. Cada vez que sua pele se tiver queimado, trocá-la-emos por outro, para que experimentem mais e mais o suplício. Sabei que Deus [Alá] é Poderoso, Prudentíssimo. " (Surata 4:56) Outra descrição declara: "Em verdade, o inferno será uma emboscada...onde permanecerão séculos, até milênios, em que não provarão do frescor nem de (qualquer) bebida, a não ser água fervente e uma paralisante beberagem." - Surata 78:21, 23-25.
Os muçulmanos crêem que a alma dos falecidos vai para o Barzakh, ou "Barreira", "o lugar ou estado em que as pessoas estarão após a morte e antes do Julgamento". (Surata 23:99, 100, AYA, nota) A alma está cônscia ali, sofrendo o que se chama de "Punição do Túmulo" se a pessoa foi má, ou desfrutando a felicidade, se foi fiel. Mas, os fiéis também têm de sofrer algum tormento por causa de seus poucos pecados enquanto estavam vivos. No dia de juízo, cada qual encara seu destino eterno, que finda aquele estado intermediário.
Em contraste, aos justos se promete jardins celestiais paradisíacos: "Quanto aos crentes que praticam o bem, introduzi-los-emos em jardins abaixo dos quais correm rios, em que morarão eternamente." (Surata 4:57) "Naquele dia os moradores do Paraíso em nada pensarão a não ser na sua felicidade. Junto com suas esposas, reclinar-se-ão sob arvoredos sombreados em sofás macios." (Surata 36:55, 56, NJD) "Antes disso Nós escrevemos nos Salmos, depois da Mensagem (dada a Moisés): 'Meus servos, os justos, herdarão a terra.' " A nota sobre essa surata remete o leitor para o Salmo 25:13 e 37:11, 29 e às palavras de Jesus em Mateus 5:5. (Surata 21:105, AYA) A menção de esposas leva-nos agora à outra pergunta.
Monogamia ou poligamia?
É a poligamia a regra entre os muçulmanos? Embora o Qur'ãn permita a poligamia, muitos muçulmanos têm apenas uma esposa. Devido à numerosas viúvas resultantes de custosas batalhas, o Qur'ãn fez concessão para poligamia: "Se temerdes ser injustos para com as órfãs, podereis desposar duas, três, ou quatro das que vos aprouver entre outras mulheres. Mas, se termerdes não poder ser equitativos para com estas, casai, então, com uma só, ou conformai-vos com o que está ao alcance de vossas mãos." (Surata 4:3) Uma biografia de Maomé, feita por Ibn-Hi-sham, diz que Maomé casou-se com uma viúva rica, Cadidja, 15 anos mais velha do que ele. Depois que ela morreu, Maomé casou-se com muitas mulheres. Ao morrer, deixou nove viúvas.
Outra forma de casamento no islamismo é chamada de mutah. É definido como "contrato especial celebrado entre um homem e uma mulher através da oferta e aceitação de casamento por um período limitado e com dote especificado, semelhante ao contrato para casamento permanente". (Islamuna, de Mustafá al-Rafafii, em inglês) Os suniras chamam-no de casamento por prazer, e os xiitas, um casamento a ser encerrado num período específico. Diz a mesma fonte: "Os filhos [de tais casamentos] são legítimos e têm os mesmos direitos que os filhos de um casamento permanente." Parece que essa forma de casamento permanente." Parece que essa forma de casamento temporário era praticada nos dias de Maomé, e ele permitiu que continuasse. Os sunitas insistem que foi proibida mais tarde, ao passo que os imamis, o maior grupo xiita, crê que ainda vigora. Muitos, efetivamente, o praticam, em especial quando um homem se ausenta de sua esposa por um longo período.
O islamismo e a vida diária
O islamismo envolve cinco principais obrigações e cinco crenças básicas. Uma das obrigações é que os muçulmanos devotos orem (salat) cinco vezes por dia, voltados para Meca. No Sábado muçulmano (Sexta-feira), os homens afluem à mesquita para oração ao ouvirem o chamado do muezim, do alto do minarete da mesquita. Hoje em dia, muitas mesquitas tocam uma gravação, em vez de fazerem uma chamada de viva voz.
Mesquita (masjid, em árabe) é o local de adoração dos muçulmanos, chamado pelo Rei Fahd Bin Abdul Aziz, da Arábia Saudita, de "pedra fundamental para invocar a Deus". Definiu a mesquita como "local de oração, estudo, atividades legais e judiciais, consultas, pregação, orientação, educação e preparação... A mesquita é o coração da sociedade muçulmana". Esses locais de adoração se encontram agora em todo o mundo. Um dos mais famosos na história é a Mezquita (Mesquita) de Córdoba, Espanha, que por séculos era a maior do mundo. A sua parte central é agora ocupada por uma catedral católica.
O Calendário Islâmico
O calendário islâmico inicia-se com a partida do Profeta para Medina em 622 EC (Era Comum). Cada mês dura de uma lua nova até a seguinte, tornando o ano islâmico 10 ou 11 dias mais curto do que o calendário gregoriano.
O calendário apresenta doze meses. São eles: Muharam, Safar, Jumadulaual, Jumadulthani, Rabiulaual, Rabiuthani, Rajab, Shaaban, Ramadan, Shaual, Zulqaídah, Zulhijah

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