André
A.
A
importância da intuição
Não
é fácil conceituar a intuição.
Se pesquisarmos nos dicionários, encontraremos
algo do tipo: a intuição é o ato
de ver, perceber, discernir, pressentir. Fica-nos,
então, aquela impressão de que a intuição
é o ato de ver algum objeto ou fenômeno
de maneira diferente daquela normalmente vista pela maioria
das pessoas que olham para esse objeto ou fenômeno.
Por exemplo: bilhões de pessoas, no decorrer de
milhares de anos, já devem ter se deparado com
um cenário, ao cair da tarde, onde, por trás
de uma macieira repleta de frutos suspensos por pedúnculos,
visualiza-se a Lua, fixa no firmamento. Quantos
viram algo além de maçãs e da Lua?
Pois é bem possível que num cenário
como este e em seu sítio, em Woolsthorpe, o jovem
Isaac Newton, com apenas 24 anos de idade, tenha visualizado,
além de maçãs e da Lua, a inércia
retilínea e a atração entre corpos
com massa. Entre a visão normal, ou o ato puro
e simples de olhar, e a visão sofisticada,
qual seja, o ato de ver, de perceber, de discernir,
de pressentir, reside o segredo da intuição,
também descrita como a contemplação
pela qual se atinge a verdade por meio não racional.
Vamos,
então, trabalhar um pouco mais este conceito no
sentido de esclarecer o que aqui entendemos por verdade
e por que o processo intuitivo seria não racional.
O
cientista é, diferentemente dos outros, um homem
que procura pela verdade e que, portanto, assume a existência
dessa verdade. Nessa procura, admite como certo o que
poderíamos chamar de verdade provisória.
Digamos, então, que esta última seja o que
consideramos como verdade científica, e o que a
distingue das demais verdades provisórias, encontradas
pelos que não são cientistas, seria o seu
acoplamento ao método científico ou à
experimentação. Para resumir, poderíamos
dizer que a verdade científica é uma
verdade provisória tomada por empréstimo
da natureza e da forma como ela aparenta ser. As hipóteses
e conjecturas científicas assumem, com freqüência,
esse papel de verdades científicas. Digamos, então,
que o primeiro passo, mas não o único e/ou
o derradeiro, para chegarmos às verdades científicas
seria a contemplação da natureza.
A
não racionalidade, atribuída à intuição,
retrata o seu caráter essencial, mas não
engloba, propriamente, todo o processo intuitivo. Digamos
que se refere ao insight ou estalo ou, ainda, à
percepção de alguma coisa estranha,
não notada nas outras vezes em que se observou
o mesmo objeto ou fenômeno. É óbvio
que esta percepção, ao ser trabalhada racionalmente,
poderá vir a se constituir numa conjectura ou hipótese.
No entanto, mesmo antes de formularmos uma conjectura
ou hipótese, já estamos frente a algo a
que podemos associar o conceito de verdade provisória.
Existe um conceito popular a dizer: Gato escaldado
tem medo de água fria. Seria isto equivalente
a admitir que o gato raciocina? Seria isto coerente com
a afirmação de que o gato formula hipóteses
(a água queima) e as generaliza (as próximas
águas queimarão)?
Provavelmente
não! Podemos, pelo exemplo, simplesmente inferir
que o gato está dotado de uma intuição
primitiva e da capacidade de memorizar fatos e, em conseqüência
disso, em condições de aprender por um meio
não racional.
Se
a ciência experimental começa pela intuição,
poderíamos concluir que o intuitivismo é
a base fundamental de todos os conhecimentos humanos oriundos
das ciências empíricas. É importante
não confundir intuitivismo com intuicionismo. Este
último relaciona-se à doutrina que faz da
intuição o instrumento próprio do
conhecimento da verdade: ver para crer. Mesmo porque
o cientista parte da contemplação do que
realmente existe, e interpreta esta verdade seguindo
um raciocínio lógico aprisionado ao método
científico. O cientista, então, parte da
verdade (intuitivismo) e procura por novas verdades
científicas por meio da construção
e da corroboração de teorias. Afirmar que
a ciência começa pela intuição
é, portanto, bem diferente de dizer que a ciência
começa pela observação.
É
comum contemplarmos a natureza por vias indiretas.
Newton, por exemplo, conhecedor da inércia circular
de Galileu, viu a Lua em movimento e deve ter associado
este movimento à desnecessidade de um pedúnculo
para que a Lua permanecesse a uma distância fixa
da Terra, o que não acontecia com as maçãs.
Ou seja, Newton contemplou a natureza com conhecimentos
adquiridos em seus estudos, o que é diferente de
observar um fenômeno sem conhecimento algum.
É
sabido que o "nosso raciocínio não começa
pela dedução". Isso porém não
é o mesmo que dizer que o "nosso raciocínio
começa de forma indutiva", já que o que
nos leva à "dedução de hipóteses"
não é a indução e sim a intuição.
A intuição, como diz o dicionário
do Aurélio, é "o ato de ver, de perceber,
de discernir, de pressentir"; é a contemplação
pela qual se atinge a verdade por meio não racional.
Sem
dúvida, a intuição é bastante
complexa, por vezes simula a utilização
de um raciocínio indutivo, o que gera confusões
homéricas, e é de difícil definição,
razão pela qual foi retirada do método científico.
Não obstante, e poucos se dão conta disso,
todo progresso científico começa pela intuição.
E é por isso que é difícil de se
acreditar que o computador venha um dia a substituir o
homem na atividade criativa, pois falta ao computador
o principal fermento da criatividade, a intuição."
Os
pensamentos das criaturas se reúnem vibratoriamente
em determinados pontos ai permanecendo gravados. Quem
conseguir sintonizá-los com sua mente, pode, através
destas gravações, chegar até o autor
do pensamento e dele obter maiores esclarecimentos. Conscientemente
podemos fazê-lo se tivermos suficiente evolução
para isso. Inconscientemente isto ocorre com certas pessoas
que atingem o centro mental, e são impressionadas
por algumas idéias e, a vibração
mental, ao regressar ao cérebro físico,
manifestam sua descoberta. E esta, por vezes, aparece
inteiramente idêntica em dois ou três cérebros,
por mais distantes que geograficamente se encontrem no
planeta.
Pelo
corpo pineal pode tudo isso ser recebido em nosso plano,
quando proveniente de outros espíritos ou de nossa
própria mente. Depois
de captar as idéias é que a criatura poderá,
se tiver capacidade, transmiti-las da ligação
física da mente para o corpo pineal. Daí
passam a ser racionalizadas e traduzidas em palavras.
Essa
é a transformação do que é
vertical ( intuição, individualidade ) em
horizontal ( raciocínio, personalidade ).
Pelo
chakra coronário, os médiuns recebem as
comunicações por ondas mentais, isto é,
intuitivas, telepáticas. O Espírito comunicante
pensa (em qualquer Idioma) e através do chakra
coronário e do corpo pineal o médium capta
esse pensamento (em sua própria língua)
e o transforma em palavras e frases (com seu próprio
vocabulário).
Se
houver SINTONIA, haverá recebimento de comunicação
mediúnica. Mas as palavras, os termos, o vocabulário,
o sotaque, as frases serão do MÉDIUM que
recebe as idéias e as veste de forma e não
o ditado de frases construídas pelo Espírito.
Devemos
distinguir cuidadosamente a intuição, que
provém do espirito e o impulso, de fazer ou deixar
de fazer algo, que nasce no corpo astral ( emoções
e desejos ): a intuição permanece e se fortifica
com o passar do tempo, ao passo que o impulso vai enfraquecendo
e morre.
Por
meio do átomo monádico consegue a criatura
ligar-se às correntes de pensamento (noures), que
formam a noosfera superior do planeta e lá captar
idéias novas, conceitos elevados e a tônica
da beleza sublime, seja em pintura, escultura, música
ou qualquer outra expressão artística genial.
O
momento que vivemos é de pleno domínio da
razão, em que as forças intelectivas se
sobressaem; porém algumas pessoas mais evoluídas
já se governam, mais ou menos conscientemente,
pelo uso desta faculdade mais perfeita.
A
intuição é a percepção
da verdade universal, total, e qualquer vislumbre que
dela se tenha é uma partícula dessa verdade
inteiriça, muito embora quando manifestada em relação
a um caso particular ou isolado. A
obediência às manifestações
da intuição é uma das condições
fundamentais do desenvolvimento e ampliação
dessa faculdade no indivíduo.
Um
conhecimento mental pode ser adquirido pelo estudo, pela
aplicação, pelo raciocínio, pela
observação, pela experimentação;
a intuição, porém, não depende
de nada disso: é unicamente um conhecimento infuso,
ou melhor, é um discernimento espontâneo
de uma verdade pacifica e única.
O
homem é um ser limitado pelos seus corpos orgânicos
e fluídicos, mas o ponto que não atinge
com o braço, atinge-o com a inteligência
e onde esta não alcança, o faz a intuição.
O
conhecimento vindo pelo intelecto nos faz conhecer o mundo
ambiente, ao passo que a intuição nos dá
discernimento das coisas divinas; o primeiro se estriba
na razão que mediu, pesou, dividiu, analisou, concluiu;
a segunda, porém, se apóia na fé,
porque somente crê e confia. "A
razão é metódica, mecânica,
limitada, mas a intuição é intrínseca,
ilimitada, independente, acima de qualquer lei.
O
homem funciona em três planos: o físico,
o mental e o espiritual, que correspondem, respectivamente,
ao instinto, à razão e intuição;
mas a verdade total, só é percebida pelo
homem de intuição.
O
homem do futuro, isto é, o homem renovado, que
venceu a si mesmo, vencendo a dominação
da matéria grosseira, será um homem de intuição.
O
homem de intuição resolve seus problemas
com elementos que obtém do plano divino, ao passo
que o da razão os resolve segundo os recursos da
própria inteligência humana, ligada às
coisas do mundo.
Diz
Alexis Carrel, um dos mais acatados expoentes da ciência
oficial, a respeito desta maravilhosa faculdade: "É
evidente que as grandes descobertas científicas
não são unicamente obras de inteligência.
Os sábios de gênio, além do dom de
observar e de compreender, possuem outras qualidades,
como a intuição e a imaginação
criadora. Por meio da intuição, aprendem
o que os outros homens não vêem, percebem
a relação entre fenômenos aparentemente
isolados, sentem inconscientemente a presença do
tesouro ignorado. Todos os grandes homens são dotados
do poder intuitivo. Sabem sem raciocínio e sem
análise o que lhes importa saber. As descobertas
da intuição devem ser sempre desenvolvidas
pela lógica. Tanto na vida corrente como na ciência,
a intuição é um meio de adquirir
conhecimentos de grande poder, mas perigosos. Por vezes,
é difícil distingui-la da ilusão.
Aqueles que só por ela se deixam guiar estão
expostos ao erro. Mas aos grandes homens ou aos simples,
de coração puro, pode ela conduzir aos mais
elevados cumes da vida mental ou espiritual".
Bibliografia:
Mecanismos
da Mediunidade – Francisco Cândido Xavier e Waldo
Vieira Ed. Federação Espírita Brasileira
Mediunidade
– Edgar Armond – Ed. Aliança
Técnica
da Mediunidade – C. Torres Pastorine – Sabedoria Ed. Ltda.
http://www.ecientificocultural.com/ECC2/artigos/editor27.htm
http://www.geocities.com/ecientificocultural/indice.htm