André
A.
"Uma
falange de amigos e eu, que estávamos sendo instruídos
nesse assunto, encontramo-nos, e para conhecer o grau
do nosso progresso, resolvemos fazer uma experiência
para esse fim. Procuramos uma clareira no centro de um
belo bosque e, como prova, resolvemos todos desejar uma
certa e determinada coisa para ver se conseguiríamos.
Escolhemos a reprodução de um fenômeno
em terreno descampado, cujo efeito fosse tão sólido
e permanente que nos permitisse examiná-lo depois.
Seria a estátua de um grande animal, mais ou menos
como um elefante, porém, um pouco diferente; um
animal que possuímos aqui, mas que deixou de habitar
a sua terra. Todos nos sentamos em volta do terreno aberto
e concentramos a nossa vontade no objeto que deveria ser
reproduzido. Bem depressa ele apareceu e ficou ali diante
de nós. Admiramo-nos muito da rapidez do resultado.
Mas, debaixo do nosso ponto de vista, havia dois defeitos.
Era grande demais, pois havíamos deixado de combinar
as nossas vontades na proporção adequada.
Parecia muito mais com um animal vivo do que com uma estátua,
porque muitos tinham pensado em um animal vivo, assim
como na sua cor, e desse modo o resultado foi uma mistura
de carne e pedra. Muitos pontos, também, estavam
desproporcionados, a cabeça era grande demais e
o corpo muito pequeno, e assim por diante, mostrando que
maior força fora concentrada em algumas partes
mais do que em outras. É assim que chegamos a conhecer
as nossas imperfeições e a maneira de corrigi-las
em nossos estudos.
Ensaiamos,
examinamos o resultado, e tornamos a experimentar. ...
Sucessivamente experimentamos um objeto após o
outro, melhorando um pouco de cada vez. Imagine a alegria
que reinava com tais estudos e as gargalhadas provocadas
pelos nossos enganos." – Neste trecho retirado do livro
"A vida além do véu" de George Vale Owen,
o autor pede a sua mãe um exemplo ilustrativo sobre
o poder do pensamento.
É
sabido por todos nós que o pensamento constrói
e destrói, até mesmo em nosso meio material.
Não somente o pensamento desenvolvido e consciente
de seres humanos, mas também os instintos agressivos
e direcionados de animais podem forçar desarmonias
físicas entre os semelhantes. Esta foi a conclusão
de pesquisadores ingleses que estudaram o comportamento
e as suas conseqüências em ratos.
Estes
cientistas, com a finalidade de comprovar ou não
o efeito do mau-olhado, fizeram a seguinte experiência:
colocaram dóceis ratinhos de cidade bem próximos
de ratos selvagens, separados por uma barreira física.
Impedidos de agredir os ratinhos estranhos, os ratos selvagens
começaram a lançar olhares agressivos e
ameaçadores como forma de intimidação.
Embora sem sofrer um simples arranhão, e sem qualquer
contato físico, os ratinhos urbanos acabaram morrendo.
Submetidos a autópsias, os ratinhos assassinados
com simples olhares, mostravam glândulas supra-renais
dilatadas que é um sinal de violenta pressão
nervosa emocional.
Esta
experiência provou que é possível
a agressão através de um simples olhar,
quando este canaliza o ódio ou qualquer outro sentimento
menos digno. E se em animais pequenos pode causar até
a morte, em organismos mais evoluídos, tais como
os humanos, pode causar uma série de contratempos.
Já
ouvimos falar, inúmeras vezes, de pessoas que matam
plantas com o olhar e fazem adoecer crianças e
até animais com seu fluído nocivo. O estudo
dos fluídos e a maneira como eles são direcionados
pela força mental, suas relações
com o perispírito e a influência moral comandando
todo esse cenário, não deixam dúvidas
quanto à possibilidade de ocorrência de tais
fatos. No caso do mau-olhado, uma criança, animal
ou vegetal, não desejariam absorver tais fluídos,
porém estão sucessíveis a sua influência.
A pessoa que emite o mau olhado, consciente ou inconscientemente,
tem o fluído dirigido por sua vontade ou à
sua revelia contra a vítima.
Não
é o simples olhar aliado à mecânica
do pensar que impulsiona o fluido em uma direção
qualquer?
O
ser humano é em essência aquilo que reside
em seu coração. E como dizem que os olhos
são as janelas da alma, eles projetam o que lá
existe, direcionado pela força do pensamento, sobre
o alvo visado. Elaborando pensamentos – bons ou ruins,
cada um de nós cria em torno de si um campo de
vibrações impulsionado pela vontade. Sabemos
que o fluído pode ser dirigido pelo pensamento
com vontade firme. O comando mental consiste no pensamento
direcionado, potencializado pela vontade e ampliado pela
emoção.
Quando
pensamos no bem com intensidade, materializamos no meio
externo (ambiente) e interno (perispírito) os efeitos
do nosso pensamento, que se fazem visíveis para
aqueles que os sintonizem (videntes). Os bons pensamentos
são portadores de luminosidade emanada do perispírito
que a difundiu, sendo que esta interfere no ambiente em
que foi gerada. Através dessa "materialização"
do pensamento, dessas formas benéficas ou hostis
modeladas, é que os Espíritos superiores,
ao observar os raios das cores formadas, as formas em
harmonia e a clareza do quadro gerado, podem determinar
o grau de evolução ou de inferioridade daquele
que modificou o ambiente com suas próprias criações.
O estado evolutivo do Espírito, é também
detectado mediante observação do seu perispírito,
que apresenta características físicas tais
como cores, vestimenta, luminosidade ou obscuridade, materialidade
maior ou menor, funciona como um cartão de identificação
do seu padrão moral-intelectual.
O
pensamento pode modelar as formas com perfeição,
de acordo com o estado evolutivo de cada indivíduo.
Nas construções do plano astral, existem
grupos de Espíritos treinados para essa tarefa,
se reunindo em somatório harmônico de pensamentos
criativos.
As
entidades inferiores e brutalizadas, criam seus ambientes,
plasmando neles o produto doentio de suas mentes, mesmo
ignorando serem os arquitetos do inferno onde habitam.
A mente conturbada por agentes nocivos, imprime no ambiente
toda a deformação de que é portadora,
devido aos pensamentos exteriorizados e das emoções
que possuem. Reunidos, pela lei da correspondência
vibratória, criam seus infernos, onde todos participam
do sofrimento de todos.
O
pensamento age sobre os fluídos, aglutinando-os,
dispersando-os, dando-lhes formas, cores, funções
e qualidades. Ao agir sobre o meio, torna-se agente modelador
das formas ambientais e do próprio perispírito,
uma vez que o meio possui intensa plasticidade, obedecendo
ao comando mental que o dirige. Essa ação
modeladora ocorre consciente ou inconscientemente, sendo
que a duração daquilo que foi plasmado vai
depender da persistência e da intensidade do pensamento.
Alguns
amputados, conservam após o desencarne suas amputações,
por desconhecerem que poderiam reconstituir mentalmente
seus perispíritos, ou por não possuírem
condições mentais e/ou morais, para tal
operação plástica. Esta operação
é perfeitamente possível de ser realizada
através do comando mental e da doação
de energia dos médiuns em grupos de atendimento
apométrico.
A
harmonia, a nitidez, a estética, a perfeição,
a complexidade e a destinação do que é
moldado, depende da evolução do Espírito
( encarnado ou não) que gerou o pensamento. Desta
forma, pode fazer alimentos, vestimentas, habitações,
utensílios, medicamentos e tudo quanto desejar,
conquanto haja potência para tal em seu pensar e
amor em seu coração.
Conclusão:
A
história do elefante acima citada nos faz entender
a importância do pensamento na modelagem do meio
ambiente, assim como a restituição de membros
amputados de espíritos em sofrimento. Desta forma,
é imprescindível que todos os indivíduos
envolvidos num trabalho de criação, tenham
pleno conhecimento do que será feito, bem como
seu coordenador possa transmitir clareza e exatidão
todos os detalhes da obra, que no caso de trabalhos com
apometria é de suma importância.
Também
é imprescindível termos o nosso pensamento
sempre elevado para que não sejamos responsáveis
pela criação de nossos infernos e sofrimentos
e muito menos pelo mal que possamos dirigir ao nosso semelhante.
"É
contraproducente intensificar a movimentação
da energia sem disciplinar-lhe os impulsos. É perigoso
possuir sem saber usar."
André
Luiz – Nos domínios da mediunidade
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
-
André Luiz - Francisco Cândido Xavier –Nos
Domínios da Mediunidade.- Editora da FEB.
-
André Luiz - Francisco Cândido Xavier –Mecanismos
da Mediunidade.- Editora da FEB
-
http://www.omensageiro.com.br/artigos/artigo-56.htm
– Ideoplastia - Luiz Gonzaga Pinheiro
-
http://www.uniespirito.com.br
- 02/07/2004 Fluxo do Pensamento - Leis
do Campo Mental