DÉBORA
S.
DATA: 12/12/2001
O
mandamento maior
Os
fariseus. tendo sabido que ele tapara a boca dos saduceus,
reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o
tentar, propôs-lhe esta questão. - "Mestre,
qual o mandamento maior da lei? " - Jesus respondeu:
"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração,
de toda a tua alma e de todo o eu espírito: este
o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo,
semelhante a esse: Amarás o teu próximo,
como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos
nesses dois mandamentos." ( 5. Mateus, cap. XXII.vv.34
a 40.)
O amor resume toda a doutrina de Jesus, é o sentimento
por excelência, e os sentimentos são o progresso
dos instintos. Em sua origem, o homem só tem instintos
(que são a germinação e os embriões
do sentimento), a medida em que progride tem sensações
e, finalmente, quando instruído e depurado, tem
sentimentos. E a conquista dos sentimentos é a
conquista do amor, não no sentido vulgar do termo,
mas esse sol interior cujo foco condensa e reúne
todas as aspirações e revelações
sobre-humanas. A lei do amor supera a personalidade pela
fusão dos seres e extingue as misérias sociais.
Aquele que ama com amplo amor os seus irmãos em
sofrimento, ultrapassando a sua própria humanidade,
é ditoso, pois não conhece a miséria
do alma, nem a do corpo.
É a lei natural que vige em todo o Universo e que
se exterioriza de Deus mediante a Sua criação,
portanto, é de essência divina e, todos nós,
temos depositado esse gérmen," no fundo do
coração por Deus no ato da criação.
Então esse sentimento germina e cresce, se desenvolvendo
através da moralidade e da inteligência que
ensinam a dominar os impulsos e, mesmo comprimido pelo
egoísmo dos homens, torna-se a fonte das santas
e doces virtudes que geram as afeições sinceras
e duradouras e ajudam a criatura em sua árdua caminhada
na existência humana. A princípio inconsciente
da sua realidade imortal, o ser é atraído
para essa Grande Luz libertadora, lutando internamente
para libertar-se, dando espaço para o discernimento
e a razão, até que consiga introjetar esse
sentimento profundo e mergulhe conscientemente na Lei
Natural, para então conseguir utilizar-se da intuição,
ou comunicação direta com o Pensamento Universal
que está em toda parte e ascender aos planos da
felicidade.
Para começarmos a praticar a lei de amor é
preciso amar os nossos próximos indistintamente
e matar o egoísmo. Nos mundos superiores, o amor
recíproco é que harmoniza e dirige os espíritos
adiantados que os habitam.
Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral
da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre.
Não há mal que resista ao bem, pois o amor
é contagiante e o contato com esse amor vivifica
e fecunda os gérmens que dele existem, em estado
latente, no coração de todas as criaturas.
Mesmo os mais rebeldes e viciosos acabam por se reformar
quando observam os benefícios resultantes do"
amar ao próximo como a si mesmo ", ou não
fazer aos outros o que não quiser que lhe façam,
e sim fazer todo o bem que estiver ao seu alcance, e ai
se dão conta que devem amar para serem amados.
Amar, em seu sentido mais profundo, é ser leal,
íntegro e consciencioso para agir com os outros
da maneira como gostaria que agissem consigo, procurando
em torno de si o sentido de todas dores dos que nos cercam
tentando suavizá-las. Em nome do amor deve-se considerar
como sua a grande família humana, e para todos
os sofrimentos ter sempre uma palavra de esperança
e de conforto.
O ser humano em seu processo de Evolução
tem como meta aprender a amar, e para tanto passa por
inúmeros processos aflitivos que o farão
despertar para a emoção superior e o amor
começa a brotar a principio como um impulso conflitivo
para depois agigantar-se preenchendo os espaços
emocionais e despertando as tendências nobres, ao
mesmo tempo em que vai diluindo aquelas de natureza inferior,
animalizadas.
Carta de Paulo aos Corintios:
"
Ainda que eu fale a língua dos homens
e dos anjos, se não tiver amor,
serei como o bronze que soa, ou como
o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar
e conheça todos os mistérios e toda a ciência:
ajuda que eu tenha tamanha fé, a ponto
de transportar montanhas,
se não tiver amor nada serei.
E ainda que eu distribua todos os
meus bens entre os pobres
e ainda que entregue meu próprio
corpo para ser queimado,
se não tiver amor
nada disso me aproveitará.
O amor é paciente, é benigno,
o amor não arde em ciúmes,
não se ufana, não se ensoberbece,
não se conduz inconvenientemente.
não procura seus interesses,
não se exaspera.
não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera.
Tudo suporta.
O amor jamais acaba.
Mas, havendo profecias. desaparecerão;
havendo línguas. cessarão;
havendo ciência passará.
Porque em parte conhecemos,
em parte profetizamos.
Quando porém vier o que é perfeito,
o que então é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como um
menino, sentia como um menino.
Quando cheguei a ser homem,
desisti das coisas próprias de menino.
Porque agora vemos como em espelho,
obscuramente, e então veremos face a face;
agora conheço em parte, e então
conhecerei como sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a Fé,
a Esperança, e o amor.
Estes três.
Porém o maior deles é o Amor."
O
amor é a regra que resume todas as outras regras
e pode ser o nosso guia, se pensarmos e agirmos sempre
com amor acertaremos sempre, cumpriremos a lei, e estaremos
próximos ao Pai maior, O que de mais importante
temos para dar é o reflexo do amor em nossas vidas.
Nos versos da carta de Paulo vemos que o amor o Dom Supremo,
é uma coisa composta de muitas outras, tem vários
ingredientes que estão em sua alma: Paciência
("O Amor é paciente" ), bondade ( é
benigno"), generosidade ("o amor não
arde em ciúmes" ), humildade (" não
se ufana nem se emberbece" ), delicadeza ("O
amor não se conduz inconvenientemente" ),
entrega (" não procura seus interesses"
), tolerância (" não se exaspera"),
inocência (" não se ressente do mal"
), sinceridade (" não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade").
O Amor não é um Dom em si, mas sim a soma
de várias atitudes e palavras de nosso dia-a-dia.
Aprendera amar deve ser o nosso objetivo no mundo, a lição
mais importante que temos. E só vamos aprender
a amar, nestesentido amplo em que estamos falando, com
a prática constante, exercitando nossa alma para
fortalecer o nossocaráter e idéias até
atingirmos a maturidade espiritual. Devemos encarar a
vida como um grande aprendizado, enão ficar lutando
contra as coisas que nos acontecem, pois estamos praticando
e temos a oportunidade de aprendera ser pacientes, humildes,
generosos, entregues, delicados, tolerantes. Só
podemos nos lapidar se fizermos partedo mundo. Mas devemos
entender que o amor não pode ser definido, é
muito mais que a soma de seus componentesé uma
coisa viva, palpitante que deve entrar em nossos corações.
O Amor é um efeito e só vamos amar verdadeiramente
quando conhecermos a causa.. Segundo a Epístola
de João:" Nós amamos porque Ele nos
amou primeiro." Deus é amor, somos manifestações
do Amor, temos a centelha divina em nós; nosso
coração vai se transformando aos poucos,
portanto devemos contemplar o amor que nos é dado,
e também saberemos como amar.
Quando aprendermos a amar também vamos entender
que o amor é eterno, assim como Deus, e que tudo
na vida é efêmero, só a amor continua,
por isso de nada valem o deslumbramento ,os prazeres,
o orgulho que duram breves momentos.0 amor verdadeiro
não deve se prender às coisas do mundo.
Somos almas imortais, por tanto devemos nos entregar a
algo que também é imortal.
BIBLIOGRAFIA:
1) DRUMMOND, Henry. O Dom Supremo. Adaptação
de Paulo Coelho. 1a ed. -Rio de
Janeïro: Rocco, 1991.
2) FRANCO, Divaldo Pereira.Amor Imbatível Amor.
Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.
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1998.3) FRANCO, Divaldo Pereira.Jesus e o Evangelho à
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Espírïto Joanna de Ãngelis. 1 a ed.
Salvador:Livrarïa Espírita Alvorada Editora,
2000.
4) KARDEC, Allan O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad.
Guillon Ribeiro. 11 3~ ed. Rio de
Janeiro:FEB, 1944.
5) KARDEC, Allan O Livro dos Espiritos. Trad. Guïllon
Ribeiro. 76a ed. Rio de
Janeiro:FEB, 1944.